Os macacos não são culpados pela febre amarela

Atualmente com a assustadora disseminação da febre amarela silvestre no país, especialmente na Região Sudeste de Minas, os macacos sofrem as consequências da falta de informação. Suspeita-se que alguns tenham sido agredidos e mortos por moradores no Rio Grande do Sul (RS).

Contudo, a transmissão da doença que acomete os animais primatas, em geral, inclusive o homem, só é possível através da picada do mosquito Haemagogus (transmissor da febre amarela silvestre) e do Aedes aegypti (transmissor da febre amarela urbana, além da dengue, zika e chikungunya ), e a prevenção deve ser feita por meio do efetivo combate ao inseto. Segundo especialistas, os macacos são importantes na erradicação da enfermidade, tendo em vista que atuam como sentinelas da febre amarela.

Isso porque esses animais são infectados antes dos seres humanos e, quando algum deles aparece doente, é um alerta para a população.

“A doença é transmitida por mosquitos. Mesmo doentes, os macacos não têm a condição de infectar. Apenas os mosquitos têm”, esclarece o veterinário Marcelo Cunha, do Gramado Zoo.

macacos

Entre as cidades mineiras mais atingidas pela doença está Caratinga, localizada no município do Vale do Rio Doce, onde as autoridades locais têm adotado o fumacê para borrifar inseticida na área urbana para combater o mosquito.

Devemos nos mobilizar para evitar todas as possiveis contaminações pelos mosquitos Aedes aegypti, transmissor da febre amarela urbana, além da dengue, zika e chikungunya. A prevenção nesse caso ainda é o melhor remédio.

Fonte: Revista Encontro

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