Em 2018, Irlanda proibirá o uso de animais selvagens em circos

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

O ministro irlandês da Agricultura, Alimentação e da Marinha, Michael Creed, disse: “O uso de animais selvagens para fins de entretenimento nos circos não pode continuar a ser permitido. Esta é a opinião geral do grande público e uma posição que fico feliz em apoiar publicamente. Este é um passo em frente, que reflete o nosso empenho em matéria de bem-estar dos animais”.

Michael Creed também se congratulou com o fato de, nos últimos anos, algumas autoridades locais terem espelhado a opinião da sociedade sobre este assunto, ao não autorizarem a utilização de terras públicas para circos com animais selvagens.

Segundo se lê num comunicado do seu ministério, “a capacidade de um circo itinerante satisfazer plenamente todas as necessidades de animais como os camelos e os tigres já não é uma premissa defensável”.

A proibição foi saudada pela Sociedade Irlandesa para a Prevenção da Crueldade sobre os Animais, que tinha recolhido mais de 27 600 assinaturas em prol da medida.

“Os circos itinerantes não conseguem e nunca conseguirão proporcionar um ambiente adequado para os animais selvagens, como os elefantes, tigres e leões, que têm necessidades físicas e psicológicas complexas”, disse Andrew Kelly, diretor executivo da sociedade.

“A coerção de animais selvagens para a realização de truques,  que são, de fato, comportamentos anormais para estes animais, a fim de entreter pessoas é uma prática ultrapassada e é correto que esteja a ser remetida para os livros de história.”

“Embora o afastamento dos poucos animais selvagens dos circos irlandeses possa parecer uma perda, estou confiante de que esta medida fará mais para garantir o futuro da comunidade circense. Adaptar-se às normas modernas relativas ao bem-estar dos animais significará que mais pessoas terão interesse em ir ao circo”, declarou Michael Creed.

Recentemente, a Itália proibiu o uso de animais selvagens em circos, juntando-se a uma lista crescente que também inclui a Romênia e a Eslováquia.

Fonte: Theuniplanet

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *