Mel de abelhas: por que veganos não consomem?

Share on FacebookTweet about this on TwitterShare on Google+Print this page

O Veganismo é a filosofia de vida baseada em viver sem explorar os animais, de forma alguma. Logo o vegano não se alimenta de animais e dos produtos derivados deles ou de empresas que testem em animais.

Veganismo não é só dieta, é um conjunto de práticas e princípios baseados na proteção, defesa e direitos dos animais.

O mel é um produto criado pelas abelhas para a sua própria alimentação, e isso, por si só, já é motivo para os veganos não consumirem esse alimento.

O mel tem muitos benefícios, mas segundo a Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária do Brasil -, não é recomendável a ingestão desse alimento por crianças, abaixo de um ano de idade, por perigo de contaminação por esporos do bacilo clostridium botulinum, responsável pelo botulismo. Podemos substituir o mel por melado de cana.

A extração do mel, através da prática da apicultura, envolve crueldade, pois para é utilizado um método muito agressivo, chamado fumigação.

Nessa prática, o apicultor usa fumaça através da queima de palha e sabugo de milho, para atordoar as abelhas que ficam intoxicadas e, assim, ele manuseará mais facilmente a colmeia. As abelhas morrem por asfixia e, também, pelo calor, pois a fumaça é muito quente, e isso acaba por lhes queimar e matar.

Os apicultores, quando vão extrair os favos, nesse manuseio esmagam abelhas com suas mãos. As abelhas rainhas são inseminadas artificialmente e, para isso, o apicultor utiliza ganchos e seringas, injetando o sêmen de zangões decapitados (porque arrancando a cabeça do zangão, e espremendo o seu tórax, ele ejacula).

As rainhas são mortas quando sua capacidade de produção de ovos diminui. Essa inseminação é feita utilizando abelhas importadas: italianas, alemãs e africanas, por produzirem mais mel e isso acaba causando devastação para as abelhas nativas.

As asas da rainha são grampeadas pelos apicultores para que ela não abandone a sua colmeia levando as operárias. O apicultor, além de grampear a rainha, quando percebe que a produção de mel irá baixar, com a saída dessas operárias, mata a princesa, ainda em forma de larva.

Com isso, a colmeia fica superlotada, as abelhas produzem muito mel, que é extraído e comercializado, após as abelhas serem mortas de fome e envenenadas (para substituir o mel que foi retirado, as abelhas são alimentadas com pólen artificial e calda de açúcar branco, pobres em nutrientes) e, então, recomeçam um novo ciclo de produção.

Perda de asas e pernas – As colmeias são sacudidas violentamente ou recebem jatos de ar, para que as abelhas saiam das colmeias e, isso, provoca a perda de suas asas e pernas, gerando dor e morte, e a manipulação dos favos faz com que muitas abelhas morram esmagadas.

No Japão, para que as abelhas se tornem inofensivas e possam ser manuseadas mais facilmente, submetem-se esses insetos à radiação, para que os ferrões caiam, produzindo, assim, abelhas sem ferrões.

Para que os animais silvestres não se alimentem do mel das abelhas, os apicultores instalam armadilhas para captura e matança deles, entre estes temos o tatu.

O fisiologista Gilberto Xavier, pesquisador da USP, Universidade São Paulo, disse:

“Assim, como os humanos, os insetos têm terminações nervosas, por isso, se deduz que eles possuem algum tipo de percepção sensorial, equivalente à sensação de dor. Outra aspecto, que atesta essa análise, é que os insetos se afastam, esquivam ou fogem de tudo que lhes causa causa desconforto.

Estes mecanismos são ativados nos insetos, justamente, porque eles sentem dor e são utilizados para para promover a diminuição deste efeito, nessas criaturas.

Fonte: Greenme

2 comentários em “Mel de abelhas: por que veganos não consomem?

  • 24 de outubro de 2017 em 20:40
    Permalink

    Nossa, não sabia disso! Sinto muito.

    Resposta
    • 31 de outubro de 2017 em 16:09
      Permalink

      Agradecemos o seu comentário, Silvana.

      Resposta

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *