Operação Carne Fraca e os processados

Após vir à tona a Operação Carne Fraca, da Polícia Federal, muitos consumidores começaram a questionar o que realmente tem sido usado na fabricação de carnes processadas, como linguiça, salsichas e mortadela. A investigação levantou suspeitas de que as empresas teriam usado substâncias para mascarar problemas nesses casos.

O tipo de carne que pode ser usado varia conforme a especificação de cada produto. A mistura de carnes (de aves, bovina ou suína, por exemplo) é permitida, desde que isso esteja previsto no regulamento técnico.

Também é possível usar as chamadas carnes mecanicamente separadas, onde partes com carcaças de aves, bois ou suínos são colocadas em um equipamento, desossadas e convertidas em matéria-prima para fabricar os produtos.

O horror das composições “permitidas”

A salsicha comum é composta de carnes de diferentes espécies de animais. São carnes mecanicamente separadas até o limite máximo de 60%, miúdos comestíveis de diferentes espécies de animais de açougue (estômago, coração, língua, rins, miolos, fígado), tendões, pele e gorduras.

A mortadela comum de carnes de diferentes espécies de animais, mecanicamente separadas, até o limite máximo de 60%, miúdos comestíveis de diferentes espécies de animais(estômago, coração, língua, fígado, rins, miolos), pele e tendões (no limite máximo de 10%) e gorduras.

A carne de cabeça de porco também pode ser usada,  mas só para produtos cozidos, como a própria salsicha ou a linguiça calabresa.  Os extensores ou agentes de ligação são usados para “ligar” a massa e reter água e gordura, melhorando a textura dos produtos processados. Entre eles estão formulações à base de proteína (derivados proteicos de soja, por exemplo).

Substâncias pré-cancerígenas – De acordo com o nutrólogo Roger Bongestab, os embutidos,  como salsichas, mortadela e peito de peru defumado – contêm substâncias pré-cancerígenas, pois têm em sua composição como os nitratos e nitritos.

“Esses químicos ativam a multiplicação errada de células do estômago e do intestino, principalmente, e podem levar ao desenvolvimento de um câncer. Não é porque você come que terá a doença, mas é melhor evitar”, completa, justificando que a propensão genética também deve ser levada em conta.

A Operação trouxe à tona questionamentos de quem ainda não é vegetariano mas já cogita ser pelo fim da crueldade animal e pela sua própria saúde e bem estar.

Fontes:  EconomiaUol , Betagazeta

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