Produção agroecológica, no Paraná, é 100% livre de transgênicos e agrotóxicos

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Situada no município de Tomazina, no Norte Pioneiro do Paraná, a Terra Indígena Pinhalzinho,  comunidade onde vivem cerca de 160 indígenas Guarani, se consolida em um espaço de resistência na região que abriga a maior quantidade de latifúndios do Estado e caracterizado pela monocultura, pela produção mecanizada e pelos altos índices do consumo de agrotóxicos.

Com o objeto de recuperar a floresta degradada e o sistema tradicional de produção baseado na ancestralidade, a comunidade Guarani Ñandeva, que habita o território de aproximadamente 600 hectares, criou um sistema agroecológico focado na sustentabilidade e na produção 100% livre de transgênicos e agrotóxicos.

Desde 2011 é realizada na Terra Indígena a Feira de Sementes Crioulas e Mudas Nativas de Pinhalzinho. Nos dias 25 e 26 de agosto, a comunidade recebeu parentes de outras terras indígenas e visitantes para a quinta edição da feira. Realizado em parceria como o Instituto Federal do Paraná (IFPR), o evento nasceu da necessidade de recuperar sementes tradicionais consideradas sagradas para o povo Guarani.

A feira apresentou a diversidade da produção de sementes, com variedades de milho, feijão, arroz, amendoim e também a produção de tubérculos e ramas como mandioca, batata doce e inhame. “Eu aprendi a guardar sementes com meu pai, que aprendeu com o pai dele. Desse jeito sempre tinha, não preciso comprar sementes, consigo manter a qualidade e posso ajudar outros doando ou trocando as sementes”, diz o guarani Orlando Albino Gabriel.

A Feira de Sementes Crioulas e Mudas Nativas também foi uma oportunidade das lideranças Guarani de comunidades do Norte Pioneiro fazerem debates sobre o atual momento de ofensiva aos povos tradicionais e a atual ameaça do Marco Temporal, tese político jurídica que estabelece que só teriam direito à demarcação os povos que estivessem em suas terras em 5 de outubro de 1988, data de promulgação da Constituição.

Fonte: Brasildefato

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