Wareham: o cardiologista vegano de 102 anos

Aos 102 anos, o cardiologista Ellsworth Wareham dorme de oito a nove horas por noite, acorda às cinco da manhã e inicia o dia comendo cereais integrais com leite de amêndoas. Mais tarde, faz exercícios, cuida do jardim e passa o resto do dia com a família.

Essa tem sido a rotina do médico que se aposentou aos 95 anos. E como ele ainda consegue ser tão ativo e saudável? “Sou vegano! Não consumo nada de origem animal!” é a resposta de Ellsworth Wareham que mora em uma pequena cidade onde as pessoas vivem mais do que a maioria da população ocidental.

Nascido em 3 de outubro de 1914, o médico, que também é ex-veterano de guerra, realizou uma das primeiras cirurgias de coração aberto dos Estados Unidos e orientou residentes da Universidade Loma Linda até os 95 anos.

Em Loma Linda, na Califórnia, não é difícil encontrar vegetarianos, inclusive, o maior mercado da cidade não comercializa nenhum tipo de carne. Além disso, também baniram o fumo, e o índice de comercialização e consumo anual de álcool está entre os mais baixos dos Estados Unidos.

É nesse cenário com uma população predominantemente adventista que podemos encontrar o centenário Wareham, que vive em uma casa de dois andares, onde não demonstra nenhuma dificuldade em subir a escada. Também é o médico aposentado que cuida do próprio jardim, um exercício que o permite se sentir mais próximo da natureza.

Com boa saúde e clareza mental exemplar, ele credita todos esses benefícios a uma decisão que tomou há quase 53 anos – banir todos os alimentos de origem animal da sua alimentação. À época, Ellsworth Wareham teve contato com uma pesquisa científica realizada pela Cleveland Clinic, revelando como o consumo de proteínas de origem animal elevam o colesterol e ajudam a aumentar o risco de se contrair doenças cardíacas. A solução segundo a pesquisa, seria a adoção de uma dieta vegetariana estrita e com baixo teor de gordura.

“Quando eu estava praticando a medicina, eu dizia aos pacientes que a dieta baseada em vegetais é o caminho mais saudável. Sugeri manterem-se afastados de produtos de origem animal o tanto quanto possível. Você pode falar sobre exercícios de relaxamento, atitude mental positiva e as pessoas vão aceitar. Mas se você falar sobre o que estão comendo, elas se mostram muito sensíveis sobre isso. Se um indivíduo estiver disposto a ouvir, tentarei explicar com base científica o que acho melhor para ele”, declara.

O nível de colesterol de Wareham há muito tempo se estabilizou em 117, o que significa que ele está muito bem. “Não me preocuparia nem em fazer um eletrocardiograma se eu tivesse uma dor no peito. Se o seu colesterol for inferior a 150, sua chance de sofrer um ataque cardíaco é muito baixa”, afirma.

Por outro lado, a sua realidade não é tão comum quanto deveria. Segundo o médico, um terço da população dos Estados Unidos vai morrer em decorrência de doença coronariana, e tendo como causa o consumo de alimentos de origem animal. “Se você puder evitar isso, vale a pena”, sugere com a experiência de quem trabalhou no Loma Linda University Medical Center, considerado um dos melhores hospitais de tratamento de doenças cardíacas dos EUA.

Fonte: Davidarioch , Veggo

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