Anvisa proíbe temporariamente a venda de produtos com a planta ‘moringa oleifera’

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) adotou medidas cautelares para a venda de alimentos que apresentem a planta “moringa oleifera” em sua composição. Conforme resolução publicada no Diário Oficial do dia 4 de maio, está suspensa a comercialização, a distribuição, a fabricação, a importação e a propaganda de produtos contendo a moringa em todo o país.

A farinha de moringa costuma ser informalmente recomendada para o tratamento de colesterol elevado, pressão arterial elevada, diabetes, aterosclerose e envelhecimento precoce. A planta também é conhecida como “acácia-branca”.

A agência justifica que não há comprovação de segurança do uso da moringa oleifera em alimentos. Além disso, produtos com essa composição “vêm sendo irregularmente comercializados e divulgados com diversas alegações terapêuticas não permitidas para alimentos”. As chamadas “medidas cautelares” adotadas pela Anvisa são uma resposta a violações de legislação sanitária. Também podem ser adotadas diante de riscos iminentes à saúde pública.

Moringa oleifera – Trata-se de uma planta de origem asiática da família Moringaceae. Pode ser usada na alimentação, tanto na forma in natura quanto em farinha.

A planta ficou famosa por ser rica em nutrientes. Em 100 gramas de moringa, há a mesma quantidade de cálcio de 1,6 litro de leite; a mesma quantidade de ferro de 1 kg de espinafre; a mesma quantidade de vitamina A de 1,3 kg de cenoura; a mesma quantidade de potássio de 4 bananas. A moringa também é rica em vitaminas do complexo B e tem propriedades antioxidantes.

Entretanto, ainda são preliminares os estudos científicos que comprovem os benefícios da moringa para a saúde humana, embora a planta já seja vendida em cápsulas por muitas farmácias, lojas de produtos naturais e na internet.

Há quem faça chá de moringa, mas esse método não é recomendável por muitos especialistas na área de saúde. Além disso, o cálcio presente na moringa nem sempre é adequadamente absorvido e pode agravar quadros de cálculo renal, por exemplo.

Fonte: G1

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