Empresa americana choca com novo método de abate de frangos

A Tyson Foods, empresa multinacional americana fundada na década de 30 opera no setor da indústria alimentícia. A empresa que é o maior processador e negociador de carne de frango, carne bovina e carne suína,  anunciou nesta quarta-feira, 21, que vai testar um novo método de abate de frangos, chamado de “insensibilização por atmosfera controlada”. O método, que mata as aves com a remoção de oxigênio do ambiente, é considerado por alguns defensores de bem-estar animal como preferível em comparação ao método tradicional. Na forma tradicional de abate, as aves são penduradas de cabeça para baixo, atordoadas com uma descarga elétrica em uma cuba d’água e depois têm o pescoço cortado.

O diretor de sustentabilidade da Tyson, Justin Whitmore, disse que a companhia vai analisar se o novo método é melhor para os animais e quanto custaria para adotá-lo em larga escala.

Mais cedo, a Tyson já tinha anunciado medidas para aprimorar o trato de animais em suas unidades de processamento de carne de frango nos EUA. A companhia disse que vai ampliar o monitoramento em vídeo de suas unidades, e que as imagens serão analisadas por auditores externos de uma empresa chamada Arrowsite. A Tyson também expandiu para cerca de 60 membros sua equipe de especialistas em bem-estar animal. Segundo a Tyson, haverá um desses especialistas em toda unidade de processamento da companhia que tenha suínos, bovinos ou frangos vivos.

Não existe melhor forma de abater animais. O melhor é a conscientização do quanto a adoção de uma dieta vegetariana, ou seja, sem nada de origem animal, pode abolir esse tipo de sofrimento de uma vez por todas.

A organização Mercy for Animals, que combate a crueldade contra animais de corte, reconheceu os esforços da Tyson, mas disse que mais de 40 empresas de alimentação estão operando sob padrões de bem-estar animal mais elevados. O grupo já fez vídeos que supostamente mostram maus tratos aos animais em unidades de processamento e fazendas da Tyson, e disse que as medidas anunciadas não abordam a questão de granjas superlotadas. De acordo com a organização, as aves nessas granjas são criadas para crescer tão rápido que podem não conseguir ficar de pé ou sofrer de dor nos pés.

Fonte: Istoé

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