Iniciativa permite troca de lixo reciclável por alimentos

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Nova Resende, quase na divisa entre o Sul e o Sudoeste de Minas,  a 482 km distante de Belo Horizonte, é conhecida pelo seu café de qualidade e pela florescente indústria de moda íntima. Além disso, conseguiu de uma maneira criativa estimular seus cidadãos a lidar com o lixo, que é trocado por alimentos.

Há cerca de nove anos, a administração municipal lançou o projeto “Cidadão Consciente”, que foi um dos 30 finalistas do Prêmio Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social 2013 (um dos seis melhores na categoria “Gestores públicos”), entre mais de mil concorrentes.

Curiosamente, este projeto é vinculado à Secretaria de Assistência Social. Primeiro, porque o município não tem Secretaria do Meio Ambiente, e, segundo, a ideia foi buscar uma alternativa ao assistencialismo, explica a secretária Selene Aparecida Alves.

Diariamente, moradores  a pé ou de carro  procuram o ponto de recebimento para entregarem o seu lixo reciclável. Cada tipo de material é pesado e, com base numa tabela de preços, o morador recebe um vale correspondente ao valor total.

Troca de vales por produtos – Os resíduos sólidos recolhidos passam por processo de separação e prensagem (com exceção de ferragem e plástico). Os fardos resultantes são vendidos para compradores de Alpinópolis, São Sebastião do Paraíso e Alfenas.

No mercadinho municipal, os moradores trocam vales da reciclagem por produtos hortigranjeiros (frutas, legumes e verduras), bem como por produtos industrializados (alimentos, material de limpeza e escolar). Os hortigranjeiros são cultivados na horta da prefeitura ou são oriundos da agricultura familiar (frutas). Em caso de diferença nos valores, a pessoa recebe o vale-troco que pode ser utilizado em outra oportunidade.

Outra opção é utilizar o vale no restaurante popular, implantado em 2012. A ideia do restaurante foi incentivar ainda mais a reciclagem, inclusive no meio rural. Todo dia, a partir das 11h30, forma-se uma fila na entrada do restaurante, que serve em média 200 refeições diárias.

No período da colheita do café (entre abril e setembro), esta média sobe para 300 refeições/dia, por causa do maior afluxo de pessoal da roça (tanto colhedores quanto os próprios produtores).

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O projeto melhorou a limpeza da cidade e a qualidade da alimentação, além da preservação do meio ambiente, resumiu o prefeito

Leia a matéria completa em: Jornal das Lajes

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