Nascimento da ovelha Dolly completa 24 anos com reflexão sobre a exploração animal

No dia 5 de julho, completou 24 anos que a ovelha Dolly, primeiro mamífero clonado a partir de uma célula adulta, nasceu. A data não pede comemoração e é um símbolo da tirania humana contra os mais indefesos. Dolly nasceu em 1996 e foi condenada a ter problemas de saúde terríveis, sofrendo com excesso de peso, artrite prematura e câncer de pulmão. O sofrimento da pequena ovelha só chegou ao fim após ela completar seis anos de idade, em fevereiro de 2003, quando foi sacrificada por cientistas.

Inúmeras doenças, sequelas e mortes prematuras são condições intrinsecamente relacionadas à clonagem. O destino cruel desses animais tem início com a escolha da fêmea que gerará o embrião clonado. Ela é forçada a um procedimento inseminatório invasivo, considerado por muitos ativistas como estupro. A gestação de um feto clonado causa intenso sofrimento à mãe, pois animais clonados costumam ser mais pesados e maiores, causando desconforto, dor e complicações.

As taxas de aborto prematuro ou nascimentos de natimortos são altas. A ovelha Dolly nasceu após 277 tentativas frustradas. Outra complicação associada à clonagem é a debilidade e fragilidade do sistema imunológico dos animais vítimas desse experimento. Insuficiência cardíaca, dificuldades respiratória e problemas musculares e de articulação. Os propósitos da clonagem são escusos e sombrios e um das indústrias que mais se beneficia é a pecuária.

Essa indústria, que explora, confina e massacra animais para consumo humano, utiliza a clonagem para o aperfeiçoamento de raças e de atributos físicos valorizadas pelo mercado. Bilhões de animais sofrem horrores com mutilações, castrações, doenças e abusos físicos e psicológicos diários, para encontrarem seu fim em um matadouro todos os dias. Usar técnicas científicas para explorar ainda mais esses animais e levá-los ao limite físico para aumentar a produção de fazendeiros é totalmente abominável.

Em fevereiro de 2008, o então deputado federal Carlos Willian (PTC) elaborou o projeto de lei 2262/07, que proíbe a clonagem de animais, inclusive para fins científicos. Segundo Willian, a clonagem de animais “representa distorção inaceitável dos processos naturais, uma violência à natureza e um risco de disfunções ocasionadas pela indevida intervenção humana no natural e milenar processo de reprodução das espécie”.

Ele afirma ainda que não é aceitável que a ciência progrida ignorando os valores éticos e morais que norteiam o respeito à vida de todas as espécies. Ele pontua também os risco da clonagem. “Não existem registros de benefícios expressivos da clonagem de animais para o avanço das pesquisas científicas. Tal técnica apresenta grande potencial de ocasionar eventuais malefícios, além de riscos, pois os efeitos e conseqüências da clonagem ainda não são conhecidos nem pelos próprios cientistas”, conclui.

Fonte: ANDA

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