Espécie de muro de vidro começa a ser instalado em São Paulo

Painéis de vidro vão substituir o muro que separa a Cidade Universitária e a Marginal Pinheiros, na Zona Oeste de São Paulo, começaram a ser instalados. O “muro de vidro” terá 2,2 km de extensão e será formado por vidros de 10 milímetros de espessura e película de proteção. Quando a obra ficar pronta, o muro de concreto que existe junto à Marginal Pinheiros será derrubado. Serão três metros de vidro e um metro de concreto, totalizando quatro metros de altura.

Segundo a Prefeitura, o vidro é cinco vezes mais resistente que o vidro comum. O trecho será monitorado por câmeras e também será feito o paisagismo e a iluminação por LED do trecho.

A raia da USP foi inaugurada há 45 anos e o muro, construído há mais de vinte anos. Testes preliminares feitos por pesquisadores no ano passado apontaram poluição maior do lado de fora do muro.

O problema desses muros são os pássaros que muitas vezes se chocam e acabam caindo ou morrendo., como aconteceu em Araruama, no Rio de Janeiro.

No caso do Rio, a armação de vidro temperado foi inaugurada pela prefeitura em dezembro de 2017. Ao todo, são 70 placas de vidro que compreendem o Complexo Manuel Fernandes Filho, na orla da cidade fluminense, a cerca de 100 km da capital.

Desde então, moradores e turistas têm publicado fotos de pássaros mortos ao redor dos vidros. “Se for transparente ou espelhado, os pássaros não veem e batem. Com a velocidade que estão, sofrem traumas na cabeça”, explica o médico veterinário Andreas Lobmaier.

Lobmaier explica que os pássaros não veem os vidros espelhados e transparentes estáticos, como prédios ou as placas instaladas em Araruama.

De acordo com o veterinário, este é um problema discutido no mundo inteiro. “Nos Estados Unidos, há alguns anos há estudos que falam sobre os problemas de prédios de vidro para a vida dos pássaros. Em São Paulo, recebemos muitos pássaros que bateram nestes edifícios e caíram.” , afirma.

Fonte: UOL e G 1

 

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