Estudantes colombianos inovam criando lã vegana

Um  grupo de estudantes da Universidad de los Andes, em Bogotá, na Colômbia, criou lã a partir de cânhamo, coco e cogumelo. O material recebeu o prêmio de melhor lã vegana em um concurso internacional realizado pela Organização Pessoas Pelo Tratamento Ético dos Animais (Peta), que teve na comissão julgadora a estilista Stella McCartney, filha de Paul McCartney.

Em entrevista publicada pela Smithsonian Mag, um dos estudantes, Manuel Ortiz, contou que durante uma pesquisa eles descobriram que na Colômbia há 114 fibras vegetais diferentes usadas em atividades artesanais. “A fibra de coco é um resíduo agrícola que pode beneficiar economicamente as comunidades na costa caribenha da Colômbia. E o cânhamo poderia ser cultivado em substituição às plantações ilegais em áreas que foram atingidas por conflitos internos com o grupo rebelde FARC”, informou.

Enzimas de cogumelo – Mesmo combinando a fibra de coco com o cânhamo, os estudantes não conseguiram obter o resultado ideal. O diferencial veio quando professores dos departamentos de Biologia, Engenharia Química e Design da Universidade de los Andes descobriram que eles poderiam usar enzimas de cogumelo para degradar a lignina, polímero orgânico que mantém as células das plantas duras e ásperas. Segundo os estudantes, as enzimas tornaram a fibra de coco e o cânhamo muito mais macios e mais parecidos com a lã natural. A lã vegana recebeu o nome de Woocoa.

“É uma solução ecologicamente correta que gera oportunidades de emprego na Colômbia e pode ajudar a mitigar o impacto ambiental da indústria têxtil. Mas o mais importante, teremos um futuro onde nenhuma ovelha será prejudicada na produção de um suéter”, comemora Ortiz e seus colegas Moises Hernandez, Ivan Caballero e Ana Andrade.

Fonte: Vegazeta

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