Jovem que nasceu em santuário dorme com os animais

Tendo crescido em meio aos animais, Kristen conta que tentou a vida na cidade em um escritório, mas não se adaptou, logo voltando para a companhia de seus amigos felinos onde se sentia mais feliz

A jovem que hoje tem 21 anos, vive na África do Sul, nasceu em um santuário de animais e conta que o convívio com eles  sempre foi uma grande parte de sua vida.

Descrevendo-se como a doutora Dolittle (referência ao personagem do filme “Dr. Dolittle” que podia falar com animais da vida real, ela até escolheu estudar em casa aos 10 anos de idade porque sentia muita falta dos animais quando estava na escola.

Agora adulta, ela trabalha em período integral em um santuário, cuidando de chitas (também conhecidas como guepardos ou onças-africanas), girafas, suricatos e zebras, entre outras espécies – nenhum animal é considerado perigoso ou pequeno demais para o santuário.

Kristen disse: “Meu pai Barry, 54 anos, cria leões e outros felinos e ele me ensinou tudo o que sei. Resgatamos três de nossas chitas atuais de uma fazenda de criação, onde o proprietário teve problemas financeiros e perdeu sua fazenda, uma das quais estava grávida, então eu criei os filhotes desde o nascimento”.

“Na maioria das vezes, as pessoas trazem os animais para nós, se sentem que estão em perigo ou nós mesmos os resgatamos. Os mangustos (Herpestidae) foram encontrados em um dreno após uma enchente”, conta ela.

“Minha casa fica a nove metros de distância do recinto das chitas, então elas são minha primeira visão de manhã, o que é ótimo”.

Em setembro de 2018, Kristen se mudou para Joanesburgo (África do Sul) porque queria pelo menos experimentar o mundo corporativo – mas rapidamente percebeu que aquilo não era para ela.  “Descobri que as pessoas estavam sempre competindo umas com as outras, como quem tem o melhor carro, etc. Eu odiava todos os dias ir no escritório. Sentar atrás de um computador não era para mim”, ela diz.

Foto: Caters

“Prefiro alimentar os animais e sujar as mãos limpando o santuário do que viver na cidade grande – também educo voluntários sobre os animais e mostro a eles exatamente como eles são incríveis”.

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“Em janeiro de 2019, voltei ao santuário e foi a melhor sensação do mundo. Tornou-se parte da minha rotina diária interagir com os animais, sejam eles grandes ou pequenos, é tudo que eu conheço da vida”.

“Na metade do tempo, esqueço que os guepardos são selvagens – considero-os mais parecidos com gatos domésticos. Pode parecer loucura, mas sinto que posso falar com os animais, sem dizer uma palavra. Trata-se de comunicação pela linguagem corporal, eles leem a sua tanto quanto você pode ler a deles”.

“Eu criei três guepardos desde filhotes e eles são como minha família – eu sei que eles me protegeriam tanto quanto eu os protejo. Eles são totalmente inofensivos; deito no chão com eles e beijo seu rosto e às vezes até durmo no recinto com eles”. Atualmente, Kristen cuida de sete guepardos, incluindo um que é completamente selvagem.

“Uma regra que eu sempre cumpri é nunca é forçar os animais a serem meus amigos, eu mostro que não vou machucá-los e lentamente vou me aproximando todos os dias para ganhar sua confiança”, diz ela.

“Geralmente, leva um mês para construir a confiança deles, mas se eu ultrapassar os limites, o guepardo pula e bate as patas no chão, o que significa que aquilo já foi o suficiente para ele”.

“Nunca fui ferida pelos animais, mas tenho certeza que se eles me machucarem, é provável que seja minha culpa. Os primeiros felinos que conheci, quando eu tinha 11 anos de idade, foram dois leões de três meses e ainda me lembro da onda de alegria que percorreu meu corpo naquele dia”.

“É uma experiência maravilhosa e tenho a sorte de vivê-la todos os dias”, conclui a amante dos animais.

Fonte: ANDA

Imagem capa: Foto: Caters

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