Luisa Mell participa de bate-papo e fala sobre Veganismo

Luisa mell  participou de um bate-papo  no QUEM On Stage, da revista Quem, na Praia de Ipanema, onde falou sobre ativismo, amor ao animais, o futuro do planeta e o caminho de Anitta, de quem se aproximou mais no último ano, no veganismo. “Acredito que vamos conseguir salvar o planeta”, disse ela.

Luisa contou como acabou influenciando Anitta a procurar uma mudança de vida. “Passamos o Réveillon juntas e quando cheguei no hotel, ela estava comendo linguiça. Mas acho que o caminho para ensinar é o amor”, disse. Ela contou um episódio quando um amigo da cantora, com sua família à mesa e perguntou porque a ativista não tomava leite.

“Eu me comportei a viagem inteira, não fiquei enchendo o saco, mas perguntou…”, brincou Luisa, que explicou na ocasião a questão do leite. “Aí no Réveillon, depois da virada, a gente deu um abraço e ela me contou que além do trabalho, tudo que ela alcança tem um objetivo maior”, explicou sobre a decisão da cantora de se informar mais sobre a luta pelos animais e o veganismo. “Ela me contou que já estava tentando, se esforçando e agora ela foi para Los Angeles e já indiquei vários restaurantes “, disse Luísa, ressaltando que o veganismo é um processo e que não cabe a ela dizer em que etapa a Anitta está.

Anitta e Luisa Mell (Foto: Manuela Scarpa e Iwi Onodera/Brazil News )

Recebida sobre gritos de “maravilhosa” do público do evento que a esperava, Luisa retribuiu perguntando “Quem adotou?” – rapidamente várias mãos se levantaram na areia. Logo, Luisa começou a falar sobre o tema principal de sua conversa, os cuidados especiais com os animais no verão.

“Tem raças que sofrem mais com o calor, como Akita, mas tem outro grupo que sofre ainda mais que são os de focinho achatado e curto, como pugs”, explicou ela, dando conselhos bem simples para o bem-estar deles.

“Colocar a mão no chão e contar até 8 para ver se está quente; regulamos nossa temperatura suando e os cachorros não, eles fazem isso pela respiração. É muito mais difícil para eles (o calor)”, explicou ela, que também ressaltou a importância de não sair para passear com os bichos em momentos mais quentes, e, em casa, colocar vários potes de água com gelo.

Ela ainda sugeriu comprar ou montar uma fonte para gatos, que costumam desidratar porque, como bebem água corrente, não ligam para as vasilhas de água parada. Deixar animais no carro jamais, pois a temperatura pode chegar aos 100 graus dentro de um veículo fechado. Tosar o pelo só com orientação do veterinário e não esquecer de passar protetor solar também nos bichos.

“Meu sonho era conseguir salvar todos os animais do mundo”, afirmou Luisa, contando que é criticada nas redes sociais por não poder acolher todos os animais que indicam para ela. A ativista garantiu que todos podem fazer algo pelos animais. “Todo mundo pode ajudar de alguma forma”, disse ela, que tem uma ONG que ajuda 400 bichos.

Luisa lembrou que seu despertar para os animais foi “depois de velha”, ao adotar seu primeiro cachorro, que estava bem doente e após a morte de sua avó. A partir daí veio o programa de TV e a promessa de salvar os animais. A ativista também contou como foi o processo de escrever seu livro, “Como os Animais Salvaram Minha Vida”.

“Teve a parte boa de olhar para trás e ver que tudo aquilo tem sentido”, ponderou ela que revelou que alguns capítulos foram “uma catarse”. “Eu pedia a Deus que me ajudasse a passar essa mensagem. Quando cada pessoa vem me abraçar por causa do livro, vocês não sabem que alegria me dá” confessou.

Respondendo a perguntas do público, Luisa garantiu que mesmo quem não tem meios financeiros para adotar um animal, pode ajudar – e muito – levando um bichano abandonado ao veterinário, uma vaquinha para as vacinas ou colocar no seu Facebook até encontrar alguém que possa ficar com o gato ou cachorro em definitivo.

Vegana há cinco anos, ela concordou com uma fã, que incorporou o veganismo por sua causa, sobre a mudança ser mais complicada no começo. “O veganismo não é fácil principalmente porque somos ensinados desde criança que o leite da vaca é nosso, que os animais são para nos servir. A mudança na prática é muito difícil; quando você para de tomar leite descobre que tudo, absolutamente tudo tem leite”, contou.

“Sou vegana por causa dos animais, mas tem a questão da saúde e do aquecimento global. A gente está à beira do colapso global, mas a cada refeição você pode tomar uma decisão (para ajudar a combater). Não é só pensar nos animais. Acredito que vamos conseguir salvar o planeta”, explicou, acrescentando que é possível sim fazer o veganismo caber no orçamento. “A base são os feijões, verduras, frutas e castanhas. Com eles é possível ter uma alimentação rica e balanceada e que não é cara”, ensinou.

Mãe de um pequeno vegano, Enzo, de 3 anos, ela relatou ainda como faz para o menino se aproximar de seu trabalho. “Ele tem dificuldades ainda em entender o que faço, e para que isso não fique tão pesado digo que a gente está ensinando as pessoas e vai salvar o mundo”, afirmou.

Fonte: Revista Quem

Foto capa: Renato Wrobel/QUEM

 

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