Zoo denunciado por dopar animais é fechado na Argentina

O zoológico de Luján, mundialmente conhecido e denunciado por dopar animais para permitir que turistas e visitantes os toquem, foi obrigado a alterar suas normas de funcionamento após anos de denúncias de ativistas e organizações em defesa dos direitos animais.

A Justiça argentina deu o prazo de 10 dias para que o zoo encerre definitivamente o programa de interação entre animais e seres humanos e adote o modelo tradicional de zoos, no qual os animais são mantidos em seus recintos, aprisionados, e são observados pelos visitantes à distância.

Atualmente, o zoo de Lujan está fechado em razão da pandemia de Covid-19 e terão tempo para atender as adequações. O local é famoso por protagonizar interações entre visitantes e animais de grande porte como tigres e leões. Turistas podiam acariciar, dar mamadeira e tirar selfies de diversas poses possíveis. Denúncias apontam que os animais são dopados, mas o zoo afirma que os animais são mansos porque nasceram e cresceram no local e supostamente estão acostumados com o contato humano.

Após a sentença, a administração do zoo declarou que se sente perseguida pelo governo. O secretário de Controle e Acompanhamento Ambiental da Nação, Sergio Federovisky, esclarece que a conversão do zoo é uma importante resposta à sociedade. “Nós os encorajamos a enviar um plano de conversão e um inventário de todos os animais. Ninguém sabe especificamente o que está acontecendo aqui”, salienta.

E completa: “O zoológico não respondeu a nenhuma das denúncias que enviamos. O zoológico que não responde às normas vigentes, nem à ética que a própria sociedade exige, queremos que se transforme e não continue a explorar a pior faceta da exposição e do contato com os animais”, pontuou.

Segundo reportagem do El Clarín, a expectativa é que o zoo seja transformado em um Ecoparque, mas caso a administração dele não tenha interesse em realizar adequações, o local será fechado definitivamente.

Fonte: ANDA

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