Ministro da Agricultura da Argentina é vegetariano e defensor do meio ambiente

Nossos vizinhos argentinos deram um belo exemplo,ao menos na pasta da Agricultura. O presidente da Argentina, Alberto Fernández, que tomou posse em dezembro do ano passado, escolheu o engenheiro agrônomo Luis Eugenio Basterra para o cargo.

“Este ministério terá como foco a igualdade social e territorial. Nossa área tem uma enorme responsabilidade de contribuir para a meta a que nosso presidente propôs, que é combater a fome“, disse dias após assumir o cargo.

A Argentina vive uma de suas piores crises da história. Com a inflação acima dos 50%, a expectativa é que a economia do país encolha pelo segundo ano consecutivo, em 2020. Os índices sociais são todos desanimadores: taxa de desemprego a 10,6% e aumento de 35% da pobreza.

De cabelos longos, sorriso fácil e conciliador, Basterra nasceu em Resistência, Chaco, província argentina com maior índice de desnutrição infantil do país. Talvez por isso, também esteja tão empenhado em melhorar as condições de vida dos argentinos mais pobres.

Com uma longa carreira política, antes de assumir o comando da pasta agrária, ocupava o cargo de deputado federal. Entre seus projetos de lei apresentados estão a promoção de alimentos orgânicos, a declaração de que espécies da fauna e flora argentina deveriam ser de interesse nacional e um maior controle sobre os produtos fitossanitários (agrotóxicos/defensivos agrícolas). Conseguiu aprovar a criação de duas áreas de proteção marinha.

Ao longo dos anos, Luis Basterra @basterraluis ficou conhecido pela sua proteção a uma agricultura sustentável, em harmonia com o meio ambiente. O ministro da agricultura da Argentina defende o cultivo familiar e os pequenos produtores. “Em nosso país, há espaço para todos, mas a prioridade é para quem mais precisa”.

Em sua vida pessoal, Basterra pratica a biodança e o veganismo. Isso mesmo! O ministro da Agricultura e Pecuária do país, que é um dos maiores consumidores de carne do mundo, é vegetariano. Ele costuma brincar que, dessa maneira, “sobra mais para os outros”.

Muitos o chamam de “hippie ambientalista”, e agora é esperar para ver como será seu mandato como ministro da Agricultura na Argentina. Torcemos para que  na prática também seja.

Certamente os argentinos estão melhores do que no Brasil, onde a ministra da mesma pasta, Tereza Cristina, era líder da bancada ruralista e foi apelidada por seus colegas de “musa do veneno”. Leia aqui.

Fonte: ConexãoPlaneta

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